Pular para o conteúdo principal

O que o Brasil vai fazer?




A situação da Venezuela vai indo de mal a pior, os confrontos entre o povo venezuelano contra o exército e as forças bolivarianas, que são ainda o sustentáculo de Maduro aumentam cada vez mais nas fronteiras com Colômbia e Brasil, mudando o cotidiano desses lugares e afetando grandemente as duas nações. No último sábado o caudilho impediu a entrada de ajuda humanitária na Venezuela, houve grandes enfrentamentos e a queima de caminhões com mantimentos, o ditador discursava no momento em Caracas, afirmando e mostrando claramente que não abandonará o poder, ao qual tem uma sede insaciável.
Se voltarmos ao passado veremos que o Brasil se viu diante de tal situação, o Paraguai vivia crise semelhante com o insano Solano López no comando do país, o seu povo vivia na miséria e o déspota tinha semelhanças com Maduro, intransigentes, subjugando seu povo a miséria. O Brasil se manteve neutro até o momento que o caudilho invadiu e barbarizou o Mato Grosso, foi o estopim para a maior guerra até hoje no continente, e o final todos sabemos. A analogia se faz necessária, pois o momento é tenso na América do Sul, mas a Venezuela tem como principal inimigo o EUA, e ainda não ousou fazer qualquer ato que viole a soberania do Brasil, que busca uma solução pacífica. Muitos dizem que somos fantoches nas mãos dos americanos, discordo totalmente, temos nossos próprios interesses que devem ser respeitados, assim como o tínhamos na Guerra do Paraguai, ao qual erroneamente dizem que fomos fantoche nas mãos do Império Britânico, no qual tínhamos relações cortadas e grande dinheiro investido no Paraguai, seria o mesmo que se hoje a China ou Rússia mandassem o exército brasileiro invadir a Venezuela.
A história está escrita e sempre serve de exemplo o passado para como se deve agir no futuro, não queremos guerra, mais ela pode ser inevitável.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Algumas realizações de Dom João VI no Brasil

Dom João VI, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves Antes de desembarcar na capital do Brasil, Dom João aporta em Salvador da Bahia, antiga capital da colônia. Ali, institui a primeira Faculdade de Medicina do Brasil e decreta a Abertura dos Portos às Nações Amigas.Na prática, este tratado põe fim à condição de colônia ao Brasil, pois até o momento, somente as embarcações portuguesas poderiam fazer o comércio com o Brasil. – Em 1808, D. João VI decretou uma lei que estabeleceu a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. A Inglaterra foi a principal beneficiada desta lei, pois mantinha estreitos laços comerciais com Portugal. – Em 1808, D. João VI cancelou a lei que proibia o estabelecimento de indústrias no Brasil. – Assinatura de tratados comerciais com a Inglaterra, favorecendo a entrada e comercialização de produtos manufaturados ingleses no Brasil. Entre esses tratados, assinados em 1810, podemos citar o Tratado de Comércio e Navegação e o tr...

Questão Christie

Imagem: Imperador Dom Pedro II, Embaixador Christie e Rainha Vitória. A Questão Christie foi um impasse diplomático ocorrido entre o Império do Brasil e o Reino Unido entre os anos de 1862 e 1865. As relações entre Brasil e Inglaterra foram bastante conturbadas ao longo do século XIX. É preciso lembrar que a coroa britânica insistiu e vigiou o tráfico atlântico, afetando as relações comerciais e econômicas brasileiras. A Lei Eusébio de Queirós, datada de 1850, é um exemplo das demandas inglesas que surtiram efeitos no Brasil, com a proibição do tráfico de escravos. Essas interferências inglesas já geravam descontentamento por parte de alguns brasileiros, interessados na mão-de-obra escrava e no negócio lucrativo do tráfico atlântico. Mas não só a querela em torno da escravidão foi motivo para conflitos entre Brasil e Inglaterra. Em 1861 o naufrágio de um navio inglês chamado Prince of Walles na praia de Albardão no Rio Grande do Sul, que teve sua carga saquead...

Partidos Conservador e Liberal do Brasil Imperial

Interior do Palácio do Conde dos Arcos, primeira sede do Senado do Brasil, retratado na pintura de 1875 Juramento da Princesa Isabel, de Victor Meirelles Em 23 de julho de 1840, perante as Câmaras reunidas, D. Pedro de Alcântara foi declarado maior, prestou juramento e foi investido do poder, começando a exercer suas funções constitucionais. Estava terminado o Período Regencial e tinha início o Segundo Reinado. Com a maioridade de D. Pedro, os liberais que tinham sido os articuladores do projeto assumiram o Primeiro Ministério de D. Pedro II. Liberais e Conservadores, ou como eram...